
O ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português (PL), entrou na pista da sucessão estadual. Não ficou só no discurso: já percorreu 62 municípios do Rio de Janeiro, em uma agenda que mistura palestra e política. As informações são do portal Tempo Real.
No roteiro, ele vende o “case” de gestão e turismo que diz ter implantado na cidade. Nas conversas fora do microfone, o assunto muda de escala: pré-candidatura ao governo, construção de palanque, leitura de cenário e, principalmente, onde ele topa — e onde ele não topa — entrar.
A mensagem que ele tem repetido nos bastidores é direta: não quer ser coadjuvante. E, por isso, descarta disputar o mandato-tampão e não pretende colocar o nome na eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
A movimentação chama atenção por um detalhe: o ex-prefeito não está andando sozinho. Há, segundo o próprio entorno político, conhecimento da cúpula do PL, do senador Flávio Bolsonaro e do governador Cláudio Castro sobre esse giro pelo estado. Enquanto o partido não bate o martelo sobre quem será o nome da vez, a multiplicação de postulantes ajuda a testar terreno, medir adesões e calibrar discurso.
No tabuleiro da base governista, André Português tenta ocupar o espaço do “nome sem arestas”, parecido com o que se viu também com o deputado Márcio Pacheco (PMN): alguém que conversa com diferentes lados e se oferece como ponto de convergência.
A aposta é que a “fórmula de Miguel Pereira”, centrada em turismo e gestão, teria escala para o Palácio Guanabara. Resta saber se esse caminho vira candidatura de fato ou se fica como instrumento de pressão e composição dentro do jogo maior do PL.