
Enquanto a Prefeitura do Rio comemora a retirada de mais de 300 quilômetros de cabos em sua Operação Caça-Fios, o equivalente a uma viagem de ida e volta da cidade a Cabo Frio, a realidade no Centro Histórico parece caminhar na direção oposta. Mesmo com o esforço de limpeza, novos cabos expostos surgem em áreas com infraestrutura subterrânea, provocando poluição visual e impactando a arquitetura do bairro.
O alerta veio no último dia 13, quando o vereador Pedro Duarte (Partido Novo), presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara, encaminhou um ofício à Rioluz solicitando esclarecimentos sobre a instalação de câmeras de monitoramento com fiação visível. O documento, que inclui fotos, mostra cabos expostos na região da Praça XV, na Cinelândia, no Viaduto da Maré e em Botafogo. Duarte pede que a Prefeitura explique a situação e indique as providências para corrigir as irregularidades.
Segundo o parlamentar, a prática contraria normas já consolidadas, que determinam o uso de fiação subterrânea, e retoma um problema que havia sido solucionado. A Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara reforça que a fiscalização da Prefeitura é essencial para impedir que a própria administração contribua para a poluição visual e o desrespeito ao patrimônio histórico.
A Operação Caça-Fios, iniciada em 2022, já retirou cerca de 900 toneladas de cabos em toda a cidade, sendo 20 toneladas apenas neste ano. A iniciativa tem como objetivo reduzir riscos de acidentes, melhorar a estética urbana e organizar a rede de cabos em vias principais.