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Deputados entram com primeira representação contra Cunha.

Um grupo de parlamentares protocolará, às 14h30 desta quarta-feira (7), representação contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na corregedoria da Casa. No documento, eles argumentam que o peemedebista deve ser investigado por quebra de decoro parlamentar em razão do possível envolvimento com o esquema de corrupção na Petrobras. Os deputados ressaltam a recente denúncia do Ministério Público da Suíça de que Cunha é titular de contas bancárias no país.
Essa será a primeira representação contra Cunha no órgão superior da Casa legislativa, que atua no sentido de manter e investigar a conduta ética de seus membros. Segundo líder do PSol na Câmara, Chico Alencar (RJ), seus correligionários e dezenas de parlamentares do PPS, Rede, PMDB, PSB e PT já assinaram a representação.

O deputado conta que o ofício será entregue diretamente ao corregedor geral, Carlos Manato (SD-ES). A ideia é evitar que o documento “seja esquecido” nas gavetas da Mesa Diretora da Câmara, sem ser despachado para o corregedor. Segundo Chico Alencar, os parlamentares querem esgotar todos os caminhos internos que podem ser percorridos para o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara.

No entanto, o peemedebista pode ser o principal obstáculo encontrado durante o percurso. Isso porque quando o corregedor acata pedidos de representação contra algum parlamentar e recomenda abertura de investigação por quebra de decoro, quem tem a palavra final sobre a possível abertura do auto é o presidente da Casa, neste caso, o próprio Cunha.

“Há um conjunto de situações delicadas que, se comprovadas, ferem a ética e o decoro parlamentar. O mínimo elementar, o básico, é a corregedoria cumprir sua função institucional e investigar. Esse é o primeiro passo”, disse o líder do Psol.

Chico defende que Cunha quebrou com o decoro parlamentar quando negou ter contas no exterior durante sessão na CPI da Petrobras, em março. A negativa vai de encontro com os documentos enviados a Procuradoria-Geral da República pelo Ministério Público da Suíça. Na investigação da entidade europeia, confirma-se que Cunha possui cerca de quatro contas em instituições financeiras do país, que estão bloqueadas. Em uma delas, está depositado cerca de US$ 5 milhões, mesma quantia que um dos delatores da Operação Lava Jato, o empreiteiro Ricardo Pessoa, diz ter pago em propina ao peemedebista.

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