H1N1: Procon notifica quem cobra caro por vacina
20/05/2015-Vacinação contra a gripe terminará na sexta-feira (22)

H1N1: Procon notifica quem cobra caro por vacina

Para o órgão, preço da vacina contra a gripe custando mais que R$ 120 é um ‘assalto’

Por: Tatiana Cavalcanti
tatiana.cavalcanti@diariosp.com.br

A corrida para conseguir uma dose da vacina contra o vírus H1N1 tem causado aumento abusivo nos preços, segundo o Procon. O órgão orienta os consumidores a denunciarem estabelecimentos que estejam comercializando a imunização por mais de R$ 120. No ano passado, a mesma dose, segundo o Procon paulista, custava, em média, R$ 45.

A fundação afirmou que recebeu 28 denúncias de preços abusivos desde 31 de março e já notificou oito estabelecimentos, entre hospitais, clínicas e laboratórios, a explicar o alto preço cobrado.As empresas terão dez dias para se justificar. Quem não responder ou não apresentar um motivo razoável para a alta, poderá receber multas que variam de R$ 500 a R$ 8 milhões.

“Mesmo com aumento do dólar, esses preços não se justificam”, avaliou o diretor do Procon, Carlos Alberto Estracine. Segundo ele, ainda que o valor da moeda americana dobrasse, o custo chegaria a

R$ 90. “Muitos preferem pagar caro para garantir a vacina do filho ou de um parente. Mas se considerar que há abuso no preço, deve denunciar”, disse.

Dentre os estabelecimentos que praticavam tabelas abusivas estão o Hospital Israelita Albert Einstein (R$ 180 a dose), e o laboratório Fleury (R$ 230).

A reportagem tentou falar com o hospital e o laboratório citados, ontem à noite, mas não foi atendida. À Globo, o Albert Einstein explicou que a vacina teve reajuste de “apenas” 5,6%. Já o Fleury alegou que “jamais se aproveitaria da alta procura e que o valor da dose já inclui aplicação e consulta”.

Estracine lembrou que o preço deve cair nos próximos dias. “Com o início da vacinação oferecida pelo SUS, a partir de segunda-feira (para crianças com até 5 anos de idade, idosos e gestantes), a procura diminui na rede particular, forçando a queda do preço.”

O DIÁRIO ligou para dez clínicas particulares nas cinco regiões da capital. Conseguiu falar em apenas cinco, porque as linhas estavam congestionadas. O preço mínimo encontrado pela vacina foi de R$ 120 e o máximo, R$ 140.

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