Os fundos do consórcio Nova Via Mobilidade, único no leilão para assumir os trens no lugar da SuperVia, têm como administradora a Planner, citada em auditorias do TCE-RJ sobre investimentos do Rioprevidência em títulos do Banco Master

Os fundos Nova Via Fundo de Investimentos e Mega Fundo de Investimentos, que integram o consórcio Nova Via Mobilidade — o único a apresentar proposta para assumir a gestão dos trens do Rio no lugar da SuperVia — têm o mesmo administrador: a Planner Corretora de Valores. Com informações do jornal O Globo.
A corretora já tinha entrado no radar do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) no caso envolvendo o Rioprevidência e o Banco Master. Em acórdão de outubro de 2025, a Corte analisou suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos previdenciários em Letras Financeiras (LF) emitidas pelo banco e chegou a determinar medidas cautelares para impedir novos investimentos ligados ao conglomerado do Master, citando risco e falhas no cumprimento do arcabouço previdenciário.
O tema voltou a ganhar peso nos últimos meses com o aprofundamento das apurações sobre o caso. Reportagem da CNN Brasil afirma que investigações apontam aplicações de cerca de R$ 970 milhões do Rioprevidência em LFs emitidas pelo Master, hoje em liquidação extrajudicial, e descreve o caso como potencial gerador de impacto fiscal para o estado, a depender do que for recuperado no processo.
Procurada, a assessoria dos fundos do consórcio informou que a Planner atuará apenas como administradora e que a estratégia de investimentos ficará com gestores financeiros. Ainda segundo a versão do grupo, a operação do sistema ferroviário deve ser subcontratada a um grupo português e a manutenção a uma empresa de engenharia. O governo do estado não respondeu aos questionamentos.