Em entrevista ao ‘Fantástico’, presidente em exercício assumiu que não possui o apoio da população, mas pretende ganhá-lo

Em entrevista ao ‘Fantástico’, presidente em exercício assumiu que não possui o apoio da população, mas pretende ganhá-lo

O DIA

Rio – Diversos bairros do Centro, Zona Norte e Zona Sul do Rio promoveram um panelaço na noite deste domingo durante entrevista do presidente em exercício Michel Temer para o “Fantástico”, na Rede Globo.

Na Lapa, bairro boêmio carioca, houve panelaço e apitaço contra o peemedebista. Na Tijuca, na Zona Norte, e em Laranjeiras, Botafogo e Copacabana, na Zona Sul da cidade, também teve muito barulho. O ato é uma forma de protesto contra Temer governar o país. No último dia 12, Dilma Rousseff foi afastada por 180 dias após o Senado aprovar o processo de impeachment da petista.

Durante a entrevista, o presidente em exercício falou sobre o apoio da população e reconheceu que não é o favorito da maioria, mas que pretende conseguir o apoio quando fizer algo benéfico para o país. No entanto, ele afirmou que não pretende concorrer nas próximas eleições.

“Eu tenho uma legitimidade constitucional e fui eleito juntamente com a senhora presidente. Eu recebi muitos votos eu só terei esse apoio se eu produzir efeito benéfico ao país”, disse ele.

Temer também cedeu à pressão popular e afirmou que quer, no mínimo, quatro mulheres para ajudar a governar o país. O peemedebista foi bastante criticado pela população assim que assumiu o comando do Brasil por não ter convocado nenhuma mulher para compor seu ministeriado.

O discurso de que quer um país de paz e unificado também foi mantido. “Precisamos fazer com que o Brasil se equilibre, economicamente, eticamente e politicamente e precisamos de um Brasil unificado. Precisamos de um esforço conjunto da sociedade brasileira para que nós possamos sair da crise”.

Questionado sobre os cortes no orçamento, Temer informou que é preciso estabelecer prioridades e que a sua é exatamente prestar assistência aos mais carentes, aos mais pobres. “Vamos manter os programas sociais. Se for necessário eu cortarei de outros setores, não dos programas mais carentes”.

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